Musk está de olho no lítio do Brasil, diz professor de universidade dos EUA

Atualizado em 20 de maio de 2022 às 15:54
Jair Bolsonaro e Elon Musk

O professor David Nemer, da Universidade da Virgínia (EUA), falou nas redes sociais sobre o encontro do empresário Elon Musk, o homem mais rico do mundo, com o presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta sexta-feira (20).

Oficialmente, a visita do bilionário ao Brasil faz parte do lançamento de um projeto envolvendo a Starlink, rede de satélites da empresa Space X, da qual ele é dono, que promete internet de alta velocidade em locais remotos. Apesar de não ter explicado como fará isso, Musk disse que o projeto vai conectar 19 mil escolas nas zonas rurais e monitorar a Amazônia.

De acordo com o professor, porém, o verdadeiro interesse do empresário é pelo lítio brasileiro. “Não, Elon Musk não está animado por estar no Brasil para o lançamento do Starlink, ele está animado porque sabe que o Brasil tem 8% das reservas mundiais de lítio – cerca de 95 mil toneladas, tornando o país a sétima maior reserva de lítio conhecida no mundo”, afirma ele.

Em abril, Elon disse no Twitter que a mineração de lítio é uma área na qual ele pretende atuar com sua empresa de carros elétricos, a Tesla. O material é um componente importante do eletrólito. As baterias feitas de lítio são imbatíveis quando considerada a densidade energética.

“O preço do lítio atingiu níveis insanos! A Tesla pode realmente ter que entrar na mineração e refino em escala diretamente, a menos que os custos melhorem”, declarou. “Não há escassez do elemento em si, já que o lítio está em quase todos os lugares da Terra, mas o ritmo de extração/refinamento é lento.”

A Tesla vem tentando há algum tempo dominar o mercado do lítio. Em 2020, uma reportagem da revista norte-americana Fortune revelou que a empresa adquiriu direitos de mineração do elemento no estado de Nevada, nos EUA. Segundo a publicação, a empresa de Elon Musk tomou a decisão depois que uma tentativa de comprar a mineradora Cypress Development falhou.