
A fortuna de Elon Musk chegou a encolher cerca de US$ 41,8 bilhões, aproximadamente R$ 229 bilhões, nesta quarta-feira (4), um dia após a derrota de candidatos republicanos apoiados pelo empresário nas eleições americanas. O valor foi divulgado pelo g1, com base no ranking de bilionários da Forbes, em meio à queda das ações da Tesla e da SpaceX.
Em atualização posterior, às 19h45 de Brasília, o ranking em tempo real da Forbes mostrava perda diária menor, de US$ 32,8 bilhões, ou cerca de R$ 179 bilhões ao câmbio de R$ 5,45. O patrimônio estimado era de US$ 868,8 bilhões, com recuo de 3,64%. Musk permanecia como a pessoa mais rica do mundo e liderava as perdas nominais do dia na lista.
As estimativas acompanham o valor das participações empresariais do bilionário e variam com as cotações. A Forbes informa que atualiza o valor dos ativos negociados em bolsa a cada cinco minutos durante o funcionamento dos mercados, com atraso de 15 minutos nos preços das ações.

O abalo financeiro ocorreu depois de uma aposta de centenas de milhões de dólares em candidatos republicanos. Aliado de Donald Trump, Musk mobilizou recursos e usou o X para pedir votos ao partido, que perdeu o controle da Câmara dos Representantes e do Senado.
O resultado pode ampliar a fiscalização sobre os negócios do empresário, especialmente em inteligência artificial, infraestrutura digital e contratos com o governo. Jake Dollarhide, presidente-executivo da Longbow Asset Management, avaliou que uma maioria democrata poderia aumentar a pressão regulatória sobre o setor e desacelerar sua expansão.
No Texas, onde Tesla e SpaceX mantêm suas sedes, a democrata Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott. A governadora eleita defendeu a suspensão de novos projetos de centros de processamento de dados até a adoção de mais proteções às comunidades locais e criticou incentivos fiscais concedidos ao setor.
Essas instalações são centrais para os planos de crescimento em inteligência artificial de Musk. Segundo a Forbes Brasil, analistas veem risco de aprovações mais lentas para os projetos, em um cenário de resistência ao consumo de energia e aos custos impostos às comunidades.