Na mira do gado, Regina Duarte repete o papel de sua vida: aquela que foi sem nunca ser sido. Por Kiko Nogueira

Regina Duarte e Bolsonaro

Regina Duarte toma posse nesta quarta-feira (4) como secretária de Cultura do governo sob os cascos do gado bolsonarista.

Será a quarta ocupante do cargo em 14 meses. A nomeação foi publicada na edição desta quarta do “Diário Oficial da União”, juntamente com a exoneração de pelo menos 12 olavistas em cargos de chefia.

Um deles era o presidente da Funarte, “maestro” Dante Mantovani, o imbecil que disse que o rock era “satânico” (bons tempos em que isso era verdade).

Teria também nomeado “psolistas” para a pasta.

Apoiadora de Bolsonaro desde antes de ele nascer, Regina já está sendo chamada de “comunista” e traidora da causa pela mesma corja que a adorava até ontem.

A palavra de ordem nas redes é “Fora Regina Duarte”.

O linchamento virtual partiu de Olavo de Carvalho.

“Aplaudir a indicação da Regina Duarte parece ter sido uma cagada minha, mais uma entre tantas. Não sei onde vou arranjar tanto papel higiênico”, escreveu ele nas redes.

É improvável que Bolsonaro aceite descontentar seu eleitorado de extrema direita em nome de manter a ex-fascistinha do Brasil, hoje esquerdopatinha, no cargo.

Regina já pode se preparar para repetir o papel de sua vida, o da Viúva Porcina: aquela que foi sem nunca ter sido.

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