Nada se cria, tudo se transforma: em 2016, fascistas invadiram a Câmara em Brasília gritando “Viva Sergio Moro”

É o eterno retorno de Nietszche, versão alalaô Jesus bambino.

A invasão de arruaceiros de extrema direita ao Capitólio americano foi precedida por um episódio igualmente dantesco, mas menos violento, no Brasil.

Em novembro de 2016, fascistas entraram no plenário da Câmara dos Deputados numa tarde e interromperam o andamento de uma sessão.

Subiram à mesa da presidência e se recusaram a sair.

Durante o protesto, gritavam palavras de ordem contra a corrupção, pediam “general aqui” e defenderam uma intervenção militar.

“Viva Sergio Moro!”, berravam.

O lavajatismo e o bolsonarismo são irmãos siameses.

Uma mulher chegou a cuspir em um dos seguranças.

Um “manifesto” foi lido, em que os baderneiros pediram o fim de “supersalários” a servidores públicos, do ensino “carregado de ideologia”, do “comunismo” e do “socialismo”.

Uma das portas de acesso ao plenário da Casa foi quebrada.

A palhaçada pode ser considerada um ensaio do que Bolsonaro pretende para 2022, quando perder a eleição e alegar “fraude”– só que, eventualmente, com o apoio de militares, milicianos, PMs.

Sergio Moro estará em algum lugar quente, contando vil metal.

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