Nana Caymmi é retrato do lixo grosseiro que tomou o Brasil. Por Roger Worms

Nana Caymmi

Uma das maiores qualidades de Dorival Caymmi era a tranquilidade e capacidade de transformar situações cotidianas corriqueiras em melodias e canções eternas.

O cancioneiro brasileiro deve a este gênio da raça clássicos como “O Vento” e “É riste morrer no mar”.

Foi imortalizado na voz de Carmen Miranda, entre tantos outros.

Nesta semana, por falta de que fazer ou mostrar ao público, sua pimpolha Nana resolveu dar pitacos na política nacional.

Saiu em defesa de Bolsonaro e das trapalhadas e desatinos de seus gestores incapazes.

Atacou Lula, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque com termos chulos. Uma miséria.

Tudo “chupador de pau” do ex-presidente.

“É injusto não dar a esse homem um crédito de confiança. Um homem que estava fodido, esfaqueado, correndo pra fazer um ministério, sem noção da mutreta toda… Só de tirar PMDB e PT já é uma garantia de que a vida vai melhorar”, afirma.

Nos tempos que vivemos, em que o desrespeitoso ficou bonito e é forma padrão de relações nas redes sociais, Nana consegue holofotes e notoriedade perdidas há décadas.

Seus últimos fracassos talvez tenham lhe subido a cabeça de forma tão fulminante quanto as doses de uísque que apreciada.

Não vou julgar aqui seu talento ou importância na MPB ou a sensação de despeito com os colegas de classe (Gil foi até seu marido).

Me parece um grito desesperado de quem ficou para trás e a turma não chama mais para tomar “aquele choppinho“ no Jobi.

Enfim, perdeu a chance de ficar quieta, não é verdade?!?

O velho Caymmi preferia ficar estirado em sua rede, curtindo o balanço do mar.

Nana, vai cantar 🎤 e para de tentar chamar atenção!!!!

 

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