“Não é o caso de convidar esse Oswaldo para um encontro?”, perguntou Bolsonaro sobre diplomata morto em 1960

Oswaldo Aranha

Eu já disse e repito: num futuro próximo, seus filhos vão te perguntar como conseguiram eleger o pai do Carluxo para presidente da República e você terá de mudar de assunto.

A patacoado está no perfil de Oswaldo Aranha, amigo e aliado de Getúlio Vargas, grande articulador da campanha da Aliança Libera, feito pela BBC.

Aranha presidiu a Assembleia Geral da ONU que votou pela partição da Palestina em 1947, o que culminou na criação do Estado de Israel.

Ao chegarem ao Brasil em dezembro de 2018 para a posse de Jair Bolsonaro, integrantes da comitiva do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressaram satisfação por visitar a “terra de Oswaldo Aranha”.

As manifestações foram tantas que, impressionado, o presidente eleito perguntou a um diplomata graduado: “Não é o caso de convidar esse Oswaldo para um encontro com a comitiva?”.

O episódio, relatado por uma testemunha ao escritor, bibliófilo e neto Pedro Aranha Corrêa do Lago, encerra mais do que uma gafe presidencial. “Oswaldo” morreu de infarto do miocárdio aos 75 anos, em 27 de janeiro de 1960, no Rio de Janeiro.

 

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