Não entrem na conversa de que a estátua é feminista. Por Moisés Mendes

Atualizado em 3 de junho de 2026 às 19:00
Víde de IA do Cristo Redentor batendo na Estátua da Liberdade. Foto: Divulgação

Não paguem o mico de pregar que a estátua da liberdade de Nova York representa o feminino. Não embarquem nessa provocação da direita, que usa essa conversa para testar as esquerdas.

A estátua da liberdade é há muito tempo expressão do poderio americano, o econômico, o militar, o armamentista.

O poder de matar crianças, de anunciar a extinção de civilizações, de ameaçar, tarifar, odiar, perseguir e discriminar os diferentes.

Hoje, a estátua é a expressão do fascismo mafioso trumpista acumpliciado com os irmãos Bolsonaro. Não tem mais nada do que foi em sua origem.

Não romantizem e não vejam a bravura das mulheres nessa estátua de NY e em suas réplicas grotescas espalhadas pelo Brasil. Muito menos a liberdade. A estátua é a imagem do imperialismo destruidor.

Tentem ver o feminino e as mulheres do Rio na estátua do Cristo Redentor.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/