Não perca “Round 6”, a série de terror com crítica social que deve se tornar a mais vista da Netflix

A melhor série da Netflix no momento é a coreana “Round 6” (“Squid Game”), fenômeno mundial. Pode se tornar a mais vista do canal de streaming.

Estreou em 17 de setembro e instantaneamente liderou o ranking de drama em 82 dos 83 países em que a Netflix opera. A premissa é a de um clássico filme de sobrevivência e morte. Cada jogo é baseado em brincadeiras infantis.

Mais de 400 pessoas com enormes dívidas são convidadas a participar de um certame num lugar secreto onde são forçadas a arriscar suas vidas em uma série de rodadas para ganhar um prêmio milionário.

Lembra “Jogos Vorazes”, “Battle Royale” e outros do gênero, mas é melhor. Como no caso de “Parasita”, há uma crítica social muito bem desenhada.

A série apresenta as questões centrais do capitalismo e de uma sociedade patologicamente competitiva. Os personagens não hesitam em matar ou fazer todo tipo de atrocidade em troca de grana — para poder se endividar novamente.

O ritmo é absurdamente viciante. Mais do que quase qualquer série original da Netflix, o final dos capítulos obriga você a clicar no “próximo episódio”. Cada um deles tem quase uma hora, mas nunca parecem inchados ou entediantes.

O emprego é precário: o protagonista principal Gi-hun (Lee Jung-jae) foi demitido, se endividou, não pode pagar por uma cirurgia que salvou sua mãe e tentou resolver seus problemas financeiros pedindo dinheiro a agiotas.

As taxas de juros são extorsivas e os tomadores de empréstimos facilmente escorregam viram escravos. A escravidão também é retratada na exploração de trabalhadores migrantes do sul da Ásia, vítimas de preconceito dos outros jogadores, todos igualmente desgraçados.

Vida real na veia. Não dá para perder.