
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta segunda (19) que o território não vai ceder à pressão dos Estados Unidos e seguirá apostando no diálogo. A declaração veio após novas ameaças do presidente americano, Donald Trump, de anexar a ilha.
Trump intensificou a ofensiva ao defender a transferência da soberania da Groenlândia, hoje vinculada à Dinamarca, membro da Otan. O presidente dos EUA também ameaçou impor tarifas punitivas a países que se oponham à iniciativa, movimento que levou a União Europeia a discutir possíveis medidas de retaliação.
Em resposta, Nielsen afirmou que a Groenlândia manterá sua posição. “Não seremos pressionados. Mantemo-nos firmes no diálogo, no respeito e no direito internacional”, escreveu o premiê em uma publicação nas redes sociais, ao comentar as declarações mais recentes de Trump.

O primeiro-ministro destacou ainda o apoio internacional recebido nos últimos dias. “Ao mesmo tempo, temos recebido apoio de outros países e líderes. Isso significa algo. Não como interferência, mas como um claro reconhecimento de que a Groenlândia é uma sociedade democrática com o direito de tomar suas próprias decisões”, acrescentou.
Nielsen também mencionou manifestações realizadas no sábado (17) em Copenhague e em Nuuk, capital da Groenlândia. Segundo ele, os protestos demonstraram “uma união forte e digna” diante das pressões externas.
Sobre os atos, o premiê afirmou: “Muitas pessoas expressaram pacificamente o amor pelo nosso país e o respeito pela nossa democracia. Sou muito grato por isso”. A fala reforça a estratégia do governo groenlandês de responder politicamente às ameaças, sem abrir mão do diálogo diplomático.