
A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu a integridade dos resultados oficiais da eleição brasileira e parabenizou Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) pela reeleição. O relatório preliminar, divulgado na terça-feira (27), afirma que os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) coincidem com as informações recolhidas pelos observadores.
A missão afirmou que “não tem dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais”. A avaliação reúne observação direta, reuniões e análise da legislação e de documentos eleitorais. O reconhecimento também alcançou o trabalho das equipes técnicas da Justiça Eleitoral, dos mesários e das demais instituições envolvidas na votação.
No segundo turno, a OEA mobilizou 88 observadores de 22 nacionalidades, com atuação em 21 estados, no Distrito Federal e em cinco cidades no exterior. A equipe visitou 977 seções em 388 locais de votação. Nos dois turnos, foram mobilizados 179 observadores, a maior missão internacional já realizada no país, segundo a organização.

O relatório também registrou problemas. A OEA criticou a decisão de Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar a votação por duas horas, e a demora do TSE em se pronunciar sobre pedidos das duas campanhas. Segundo a missão, a combinação gerou confusão e exige medidas para evitar sua repetição.
Os observadores acompanharam verificações do software das urnas, testes de integridade e a transmissão dos resultados. O documento registra que a apuração e a divulgação dos dados foram retomadas às 19h05 de domingo (25), de maneira estável e contínua, e chegaram a 100% às 23h26.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma vantagem superior a 4,4 milhões de votos. Na quarta-feira (28), o senador voltou a contestar o resultado sem apresentar provas. Até seu coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN), admitiu não haver elementos para sustentar a acusação de fraude.