Não torçam pela morte de Bolsonaro. Eles são perigosos. Por Moisés Mendes

Atualizado em 16 de março de 2026 às 20:17
Michelle e Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR

É mais um delírio do que uma denúncia o vídeo compartilhado por Michelle Bolsonaro em que uma mulher ataca jornalistas em Brasília. Eles estariam na frente do hospital, pelo que ela insinua, numa espécie de vigília-torcida pela morte de Bolsonaro.

Não há nada que comprove essa suspeita. Os jornalistas estão ali trabalhando. E por isso passaram a ser atacados e ameaçados nas redes sociais. Pelo menos dois registraram boletim na polícia.

Claro que há muita gente, talvez milhões, torcendo pela morte de Bolsonaro, não necessariamente entre jornalistas que podem, sim, estar apenas esperando pela sua morte. É assim com todas as figuras públicas que estão em situação de morre e não morre.

Se o objetivo de Michelle é espalhar fake news, para que a militância meta medo em jornalistas e em quem torce para que o sujeito morra – assim como ele torcia pelos que sofriam falta de ar na pandemia -, serão milhões de pessoas ameaçadas.

E pelo que aconteceu desde muitos antes de 2022, em todos os episódios envolvendo o golpe, é preciso ter medo, sim. Eles articularam o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes. Os autores do plano estão presos.

O fascismo só existe porque é violento. Não dá pra brincar com essa gente. Por isso já escrevi e continuo defendendo, com sinceridade, que Bolsonaro continue vivo até a eleição, não por piedade, mas para que não se transforme em mártir da extrema direita.

Depois, já com Lula reeleito, poderá morrer quantas vezes quiser.

Abaixo, o vídeo como foi divulgado pelo bolsonarismo:

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/