‘Não vou responder, é uma imprensa particular’, diz Bolsonaro sobre posts excluídos pelo Twitter

‘Vocês acham que morreu gente nesse tempo?’, começou Bolsonaro hoje em sua tradicional saída do Palácio da Alvorada. ‘Morreu gente, sim, vai morrer’, prosseguiu, propondo a ideia de que algumas mortes são inevitáveis, mas que – serão poucas se as medidas de contenção contra o coronavírus forem amenizadas.

Com uma imprudente aglomeração de seu gado, colado no gradil, o presidente se esquivou dos fãs, aparentando pressa, e foi direto à imprensa.

Importante ressaltar: uma de suas fãs presentes afirmou: ‘Bolsonaro, apoie o Mandetta, não dê munição ao inimigo’, o que lhe gerou um notável incômodo, tentou esconder, silenciando. O chefe do executivo também se apresentava incomodado, pelo fato de a imprensa ter chamado seu passeio pelo DF de…. passeio.

À imprensa, começou com ‘Não vou responder pergunta, se quiserem me ouvir, me ouçam’. Bolsonaro seguiu com sua ideia de salvar o desemprego abrindo totalmente o comércio. Mudou um pouco o discurso, quando diminuiu a zona de risco em sua fala: ‘O que nós vemos fora do Brasil, abaixo de 40 anos, quando é atingido, menos de “zero vírgula alguma coisa porcento”, é que acaba em óbito’. 

Eis que em determinado momento, aceitou receber perguntas, quando foi logo indagado por um jornalista a respeito da exclusão de publicações suas por uma rede social: ‘O Twitter ontem…’, que foi logo interrompido, por um Bolsonaro impaciente: ‘Eu não vou discutir! É uma imprensa particular’. 

 

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