Negacionismo: colunista da Gazeta do Povo defende cloroquina e diz que nº real de mortos da pandemia é menor

Cristina Graeml, colunista da Gazeta do Povo

POR MARCOS DANHONI, professor titular da Universidade Estadual de Maringá, autor do livro “Lições da Escuridão”, entre outras obras

Venho escrevendo sobre a operação Lava Jato desde 2016. Alertei sobre a figura de Sergio Moro e Deltan Dallagnol, além das figuras deletérias apensadas: Gebran, Laus, Paulsen, Thompson Flores.

Mostrei como eles estão ligados de forma intestina seja em amizades de bancos de Mestrado e Doutorado, sejam como docentes de cursos privados de especialização, seja em prefácio de “obras” de araque.

Lutei para que Sergio Moro não recebesse da minha universidade o título de doutor honoris causa porque com um currículo mequetrefe de uma página de sulfite, não o merecia mesmo.

Lutei também para publicizar a compra de dois apartamentos destinados a gente pobre do Minha Casa Minha Vida por Deltan Dallagnol, o messiânico. Comprou para ganhar o dobro na revenda no mercado imobiliário, como convém a todo “bom cristão”.

Pois bem, como o baú das péssimas surpresas está sempre cheio aqui no Paraná, estado agrário e de mentalidade medieval, Fachin blinda a Lava Jato para esconder seus crimes: 350 terabytes de informações e um arquivo à la Gestapo de 38 mil cidadão brasileiros. Quero saber se estou nesta lista macartista.

Além disso, recebi no meu whats ontem um vídeo de uma jornalista da Gazeta do Povo, Cristina Graeml, vendendo negacionismo da ciência e lançando dúvidas sobre a contabilidade de mortes diárias e acumuladas que temos recebido por inúmeras fontes (RedeCovida; CovidVisualizer, Covid19stats.Live e até do Ministério da Saúde).

Essa senhora esbanja em seu Facebook a frase inicial “Acredito no poder transformador de sociedade bem informada”.

Ela mostra suas armas e sua parcialidade nos seus 3 primeiros posts com entrevistas: com o senador Álvaro Dias (nunca processado pela LJ, mesmo Youssef tendo confessado que emprestava seu jatinho para o senador); com o senador Oriovisto Guimarães, completo desconhecido do mundo político mas que estranhamente ganhou as eleições para o Senado tirando Roberto Requião da disputa e uma live com Janaína Paschoal.

O vídeo em que ela contesta a contabilidade de mortos pela pandemia de covid-19 no Brasil, e que circula velozmente pela estrada virtual de tiozões e tiazonas fascistas de cada família, afirma que, baseada no site da Transparência do Registro Civil, o número de mortos diários pela pandemia é metade daquele divulgado pelo Ministério da Saúde.

Eu mesmo, há cerca de 4 meses, dei uma estudada nos números deste site e a conclusão é diametralmente oposta: o número de mortos naquela época deveria evidenciar subnotificações hercúleas, o que levava à estimativa de quase seis vezes o número de mortos divulgados pelo MS.

Ela também defendeu a cloroquina baseada no que aconteceu com o tamiflu na gripe H1N1 (abaixo). “Resultado inconcluso”, diz, não é a mesma coisa que não ter “evidência científica”.

“Cabe ao paciente decidir”, afirma.

O maquinário da “formação” transformou-se na adestradora de imbecis, criando robôs e cínicos que propalam a mentira como pseudo-virtude. Esvai-se a própria inteligência, que acaba engendrando a maldade e o mau caratismo.

CRISTINA GRAEML: Para falar em evidência científica é preciso entender os níveis de evidência

A colunista Cristina Graeml comenta sobre a polêmica em torno do uso da hidroxicloroquina no tratamento de pessoas com sintomas leves de Covid-19.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀"Seria muito bom se os "fiscais da Ciência" parassem de falar do que não entendem, porque estão criando um antagonismo desnecessário entre os médicos."⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ASSINE A GAZETA DO POVO: https://bit.ly/2RN4OcS⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Posted by Gazeta do Povo on Saturday, July 25, 2020

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