Nem as regras do futebol escapam: Trump comemora expulsão anulada de artilheiro dos EUA

Atualizado em 5 de julho de 2026 às 15:42
Folarin Balogun durante lance que causou a expulsão – Foto: MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images

O Comitê Disciplinar da Fifa suspendeu a aplicação da punição automática do atacante Folarin Balogun, expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, e deixou o jogador à disposição para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo. A decisão foi anunciada neste domingo (5) e permite que o artilheiro da seleção americana dispute a próxima partida.

Balogun recebeu cartão vermelho aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia após pisar no tornozelo de Muharemovic. O árbitro brasileiro Raphael Claus revisou o lance no VAR antes de expulsar o atacante. Pela regra da competição, a punição geraria suspensão automática de um jogo.

Durante a tarde deste domingo (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a decisão da Fifa em uma rede social. Ele agradeceu à entidade por ter corrigido o que chamou de “grande injustiça”. Ou seja, o mandatário americano não está respeitando nem mesmo as regras do futebol.

A decisão foi tomada com base no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê que o “órgão judicial pode suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar.” Em comunicado, a entidade informou: “Por força do Artigo 27 do FDC, a implementação da suspensão automática de jogos para Folarin Balogun é suspensa por um período probatório de um (1) ano.”

Com a medida, Balogun permanece à disposição do técnico Mauricio Pochettino para enfrentar a Bélgica. O atacante é o artilheiro da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo, com três gols marcados, e seria um desfalque de peso caso tivesse de cumprir a suspensão automática.

Situação semelhante ocorreu com Cristiano Ronaldo nas Eliminatórias da Copa do Mundo. O atacante português cumpriu uma partida de suspensão após ser expulso, enquanto os dois jogos restantes da punição ficaram suspensos por um período de observação de um ano.