
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que, sob a perspectiva histórica, “Jesus Cristo não tem vantagem sobre Gengis Khan”.
A afirmação foi feita durante uma reflexão sobre poder, guerra e a sobrevivência das nações. Netanyahu argumentou que democracias lideradas pelos Estados Unidos precisam agir de maneira firme e antecipada contra seus adversários. Ele alegou que estava, supostamente, citando o pensador americano Will Durant.
Segundo o líder israelense, a história indicaria que força e implacabilidade acabam prevalecendo: “Se você for forte o suficiente, o mal triunfa sobre o bem, e a agressão sobre a moderação. Portanto, não há escolha”, disse.
For a man so reliant on goodwill of Christians in the United States, Netanyahu's open disdain for Jesus Christ (PBUH) is remarkable.
His unbridled praise for Djingis Khan, the worst slaughterer our region has ever seen, also fits with his current status as a wanted war criminal. pic.twitter.com/xIoTiuO1vZ
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) March 20, 2026
Reação do Irã
A declaração provocou reação imediata em Teerã. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, criticou duramente o premiê israelense, apontando o que chamou de “desprezo explícito por Jesus Cristo” por parte de alguém que conta com apoio significativo de cristãos nos Estados Unidos.
Araghchi também contestou a menção positiva a Gengis Khan, destacando seu histórico de massacres e violência. Em tom incisivo, afirmou que a fala estaria alinhada com o que descreveu como o atual status de Netanyahu, a quem chamou de “criminoso de guerra procurado”.