
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque coordenado entre Israel e os Estados Unidos destruiu o complexo utilizado pelo líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e indicou que ele provavelmente está morto.
A declaração foi feita durante um pronunciamento no sábado (28), em que Netanyahu declarou que os sinais apontam para a morte de Khamenei, embora o governo iraniano ainda não tenha confirmado oficialmente a informação.
Em seu discurso, Netanyahu explicou que o ataque atingiu diretamente o complexo de Khamenei, e com base em elementos obtidos, ele acredita que o líder supremo não sobreviveu ao ataque.
Até o momento, o Irã não se pronunciou oficialmente sobre a morte. De acordo com a Reuters, fontes indicaram que o aiatolá estava fora de Teerã no momento do ataque. Imagens de satélite mostraram grandes danos ao complexo do líder iraniano, com fumaça subindo da área atingida.
Além de comentar sobre a destruição do complexo, Netanyahu afirmou que a ofensiva resultou na morte de comandantes da Guarda Revolucionária do Irã e de altos funcionários envolvidos no programa nuclear iraniano. O primeiro-ministro também fez um apelo direto à população iraniana para que se levante contra o regime, incitando protestos em massa.
“cam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, disse Netanyahu em hebraico, acrescentando em inglês: “A ajuda chegou”, em referência a uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, em janeiro, havia prometido apoiar os manifestantes no Irã.
O ataque, que deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a rede humanitária Crescente Vermelho, ocorreu após uma série de explosões em Teerã e outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares dos EUA no Oriente Médio. No entanto, o Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano foi ferido, e os danos às bases foram mínimos.
A situação na região se agravou com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, e com o impacto nos voos internacionais. Companhias aéreas suspenderam operações para o Oriente Médio, enquanto o aeroporto de Dubai paralisou suas operações, forçando voos provenientes de São Paulo a retornar.