Nigéria confirma caso “importado” de Ebola e monitora 44 contatos da paciente

Atualizado em 20 de outubro de 2026 às 22:56
Ebola
Cartazes exibem alertas e informações sobre a Ebola no Quênia. Foto: Lucas Mukasa/Anadolu via Reuters Connect

A Nigéria confirmou nesta terça-feira (20) um caso importado de Ebola em uma mulher que havia viajado de Uganda para Abuja, a capital do país. A paciente está em isolamento e recebe atendimento médico. Segundo o Ministério da Saúde nigeriano, 44 pessoas que tiveram contato com ela foram identificadas e estão sendo acompanhadas pelas autoridades sanitárias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os exames identificaram o vírus Bundibugyo. Os sintomas começaram em 7 de outubro, quatro dias após a chegada da mulher à Nigéria. Ela procurou uma unidade privada de saúde em Abuja no dia 11, e a confirmação laboratorial ocorreu nesta terça-feira. A investigação busca esclarecer a origem da infecção e reconstruir seu histórico de viagens e exposições.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Nigéria ativou seu sistema de gestão de incidentes para coordenar a resposta. As medidas incluem busca de outras pessoas possivelmente expostas, acompanhamento dos contatos e reforço dos procedimentos de prevenção de infecções no estabelecimento em que a paciente foi atendida. O governo também orientou serviços públicos e privados a identificar, isolar e comunicar rapidamente casos suspeitos.

O registro ocorre durante a circulação regional do vírus Bundibugyo. De acordo com a OMS, a Nigéria é o quinto país a identificar a infecção desde o surto declarado na República Democrática do Congo em maio de 2026. A organização informou que o Quênia já contabilizava nove casos ligados a uma infecção importada e recomendou reforço da vigilância, da capacidade laboratorial e das equipes de resposta.

A Nigéria já havia enfrentado Ebola em 2014, portanto o episódio atual não é o primeiro registro da doença na história do país. A novidade é a confirmação deste caso importado de Bundibugyo no contexto do surto regional de 2026. A OMS acompanha a situação e, em seu comunicado desta terça-feira, não recomendou restrições a viagens ou ao comércio com os países afetados.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!