
Um resumo dos Estados Unidos: no mesmo dia em que agentes federais mataram a tiros, em plena luz do dia, o enfermeiro Alex Pretti, que trabalhava com veteranos em Minneapolis, a Casa Branca fazia uma exibição privada de um documentário sobre Melania Trump, com a presença de empresários do Vale do Silício e celebridades, dirigida por um amigo de Jeffrey Epstein.
O evento ocorreu no sábado, no Salão Leste da Casa Branca, antes da estreia oficial, marcada para a semana que vem no Kennedy Center. Entre os convidados estavam os CEOs da Apple, Tim Cook, e da Amazon, Andy Jassy, além de Mike Tyson, executivos de grandes empresas de tecnologia e finanças e integrantes do círculo pessoal da primeira-dama. A sessão foi seguida de um jantar fechado para 70 convidados.
O documentário, financiado pela Amazon com um orçamento estimado em US$ 59 milhões, foi dirigido por Brett Ratner, cineasta que ficou afastado de Hollywood após ser acusado de estupro e assédio sexual por ao menos seis mulheres em 2017, incluindo as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge.
Ratner também aparece em imagens dos arquivos de Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em uma foto na qual surge sem camisa ao lado de Jean-Luc Brunel, agente de modelos francês e aliado de Epstein, que se suicidou em 2022 enquanto respondia a acusações de estupro de menores.
A sessão improvisou uma sala de cinema no local, já que a sala oficial está desativada para obras, com equipamentos de som e projeção supervisionados pelo próprio Ratner.
O filme acompanha Melania desde a campanha presidencial de Donald Trump em 2025 até o dia da posse. De acordo com pessoas próximas à primeira-dama, o diretor passou meses hospedado em Mar-a-Lago durante as filmagens.
A produção marca o retorno de Ratner ao audiovisual após mais de uma década sem lançar novos trabalhos desde “Hércules”, de 2014.
