No TSE, Mendonça rejeita petição que associava Lula ao PCC

Atualizado em 26 de agosto de 2026 às 23:17
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou nesta quarta-feira (26) um pedido apresentado contra o registro da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. A petição mencionava um suposto vínculo do petista com o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas não apresentou provas da acusação. Com informações da CNN Brasil.

O autor do pedido, um eleitor, alegou que Lula estaria ligado direta ou indiretamente a investigações conduzidas pela Polícia Federal no último ano e teria relação com a facção criminosa. A acusação, porém, não foi acompanhada de elementos que comprovassem esse vínculo.

Mendonça não examinou o mérito da alegação. A decisão foi processual: segundo o ministro, a petição foi apresentada depois do encerramento do prazo previsto para questionamentos ao registro da candidatura.

Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

A legislação eleitoral estabelece mecanismos distintos para contestar candidaturas. A impugnação formal do registro é reservada a candidatos, partidos, federações, coligações e ao Ministério Público Eleitoral. Cidadãos podem apresentar notícia de inelegibilidade para levar fatos à análise da Justiça Eleitoral.

No caso de Lula, a decisão de Mendonça não concluiu que a acusação sobre o PCC era verdadeira ou falsa. O ministro simplesmente não chegou a analisar esse conteúdo porque considerou o pedido intempestivo.

O resultado mantém intacto, nesse processo, o registro da candidatura do presidente. Qualquer afirmação de que o TSE reconheceu ou rejeitou a existência de um vínculo de Lula com a facção distorce o alcance da decisão.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!