
Nesta segunda (5), Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que o país não irá se render às pressões dos Estados Unidos. Durante um pronunciamento na Assembleia Legislativa do país, ele reafirmou a posição de resistência do governo após a intervenção e os ataques ordenados por Donald Trump, que mandou sequestrar seu pai.
“Nós exigimos respeito. Nós não estamos nos rendendo. Este é um país soberano. E nós temos boas relações com todo o mundo e não vamos nos dobrar às ameaças”, disse o filho presidente venezuelano. Ele também fez referências às falas de Delcy Rodríguez, atual presidente interina, que disse que o país não vai ser submissa às pressões externas.
Ele afirmou que essa linha de resistência é “uma mensagem para o mundo, para garantir o respeito ao país diante das ameaças à nossa economia”. Durante o discurso, ele ainda diz que pretende indicar um candidato para as próximas eleições.
O filho de Maduro afirma que quer alguém “que tenha uma experiência extensa em política e uma consciência política inigualável do processo político”.

Trump já indicou apoio a Rodríguez, sugerindo que uma relação positiva poderia ser estabelecida e citando o setor petrolífero, que é de interesse estratégico para seu país. A comunidade internacional está dividida sobre o futuro político da Venezuela.
Enquanto algumas nações defendem a realização de novas eleições, outras apoiam a continuidade de Rodríguez no poder, dada a crise política que o país enfrenta.