
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu o general Javier Marcano Tábata do comando da guarda de honra presidencial. Ele era o responsável direto pela segurança do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que foi capturado no sábado em uma ação militar dos Estados Unidos em Caracas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira.
Segundo a BBC, a guarda de honra presidencial é a força militar encarregada de fornecer os agentes de segurança que protegem o chefe de Estado. A troca ocorre nos primeiros dias do governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após decisão do Judiciário venezuelano e reconhecimento das Forças Armadas.
A demissão de Marcano Tábata é uma das primeiras mudanças promovidas na cúpula militar. O primeiro anúncio do novo governo foi a nomeação de Calixto Ortega Sánchez para a Vice-Presidência da área econômica. A imprensa local aponta que novas alterações ainda podem ocorrer em postos estratégicos.

Ainda de acordo com a BBC, o general também comandava a Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM). Relatórios da ONU indicam que o órgão foi apontado como responsável por violações de direitos humanos desde 2013, “incluindo tortura, violência sexual e/ou outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes”.
Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina na segunda-feira e se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo no país. Ela afirmou assumir o governo em “tempos terríveis de ameaça à estabilidade e à paz da nação” e declarou que o período de interinidade tem duração inicial de 90 dias, prorrogável por decisão judicial.
Ao assumir, Delcy afirmou: “Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos”, em referência a Nicolás Maduro e Cilia Flores. Ela também declarou que exerce a Presidência de forma transitória até o eventual retorno de Maduro ao comando do país.