
O Novo decidiu não reconhecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar o resultado das urnas. O Mobiliza, por sua vez, ainda não se manifestou sobre o desfecho da disputa presidencial.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a posição da legenda não mudará porque o partido mantém três ações na Justiça contra a chapa Lula-Alckmin. “Não vai mudar. Primeiro porque seria contraditório a gente reconhecer a vitória de uma chapa que a gente ainda está contestando na Justiça”, declarou ao g1.
Em publicação nas redes sociais, Ribeiro questionou o resultado e citou o uso da máquina pública e do Supremo Tribunal Federal (STF). A crítica fez referência à decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogou a votação até as 19h, medida solicitada também pelo PL.
“O resultado da eleição é a prova de que o Brasil não é uma democracia”, escreveu Ribeiro. Ele afirmou que o Novo tem três ações pedindo a cassação da chapa de Lula e cobrou atuação da Justiça.

TSE e partidos reconhecem resultado eleitoral
O TSE atestou a regularidade do processo eleitoral e reconheceu a vitória de Lula no domingo (25), depois da totalização dos votos. O presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral entregou as eleições com segurança e que o pleito transcorreu “dentro da mais absoluta normalidade”.
Ao todo, 27 partidos divulgaram manifestações reconhecendo a vitória do presidente. Entre as siglas estão o PL, União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, PDT, PSB, PSOL, Podemos, Avante, Democracia Cristã, UP e PSTU.
Flávio Bolsonaro, candidato derrotado pelo PL, também disse que não reconhecia a vitória de Lula e falou em pedir a anulação da votação. Depois de viajar aos Estados Unidos, ele divulgou uma carta de teor golpista, na qual se apresentou como “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, antes de substituir a expressão por “líder do Brasil”.
O Novo não comentou a carta de Flávio Bolsonaro. Ribeiro disse que a legenda não pretende participar de disputas internas da direita, mas declarou que o partido estará “de portas abertas” para receber quadros que se identifiquem com uma agenda liberal e conservadora.