
A Quaest inicia nesta sexta-feira (10) uma nova rodada de pesquisa para medir as intenções de voto para a Presidência da República, em um momento decisivo da corrida eleitoral de 2026. Até segunda-feira, 2.004 brasileiros serão entrevistados presencialmente, e o resultado será divulgado na quarta-feira, dia 15.
Segundo o Globo, o estudo foi encomendado pelo banco Genial ao custo de R$ 466 mil, sendo o quarto levantamento do ano e chegando com novidades importantes no cenário estimulado, como a presença de Ronaldo Caiado já como candidato do PSD e a inclusão, pela primeira vez, de nomes de partidos menores, como Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (PMN) e Samara Martins (UP).
A nova pesquisa deve servir como termômetro para avaliar se a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuará em queda, movimento registrado em todas as sondagens Quaest de 2026 até aqui.
Também vai testar se Flávio Bolsonaro (PL) mantém a trajetória de crescimento que o levou a empatar com Lula (PT) em levantamentos recentes e se o lançamento da candidatura de Caiado teve algum impacto concreto após os números fracos apresentados anteriormente.

Outro foco relevante do questionário será o endividamento da população, tema que passou a ser tratado pelo Palácio do Planalto como prioridade política e econômica. O questionário começará perguntando se o eleitor já escolheu em quem votar. Em caso positivo, o entrevistado será convidado a dizer qual nome escolheu. Em seguida, o pesquisador apresentará uma lista em ordem alfabética para medir conhecimento e rejeição de cada candidato.
Estarão na relação Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Flávio Bolsonaro, Lula, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado e Samara Martins. A pesquisa também vai perguntar se a decisão de voto é definitiva ou se “ainda pode mudar caso algo aconteça antes das eleições”, além de investigar qual seria a segunda opção de cada eleitor.
Além da disputa eleitoral, a Quaest pretende medir a avaliação do governo Lula, as expectativas em relação à economia e o grau de desconforto do brasileiro com o aumento do endividamento pessoal. Esse ponto ganhou peso porque, segundo o texto, o governo passou a tratar o problema como o principal desafio a ser enfrentado.
A pesquisa de março já havia mostrado que 45% desaprovavam a gestão Lula, contra 44% que a aprovavam, registrando a terceira queda consecutiva do presidente nesse indicador. No mesmo levantamento, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam tecnicamente empatados em cinco dos sete cenários testados.