
Subiu para seis militares dos Estados Unidos foram confirmados mortos nesta segunda-feira (2) em decorrência dos ataques retaliatórios do Irã contra bases americanas no Kuwait. O número de baixas aumentou após os primeiros relatos de quatro mortes e cinco feridos graves. O aumento das baixas americanas foi confirmado pela CNN, que detalhou os ferimentos de 18 militares em estado grave, além dos seis mortos.
As identidades dos soldados americanos mortos ainda não foram divulgadas, conforme protocolo do Comando Central dos EUA (Centcom), que anunciou que as informações só seriam liberadas após 24 horas de notificação às famílias das vítimas.
“Às 16h (horário do leste dos EUA) do dia 2 de março, seis militares americanos foram mortos em combate. As forças americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos em uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irã na região. As principais operações de combate continuam. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares”, escreveu Centcom em seu X.
CENTCOM Update
TAMPA, Fla. – As of 4 pm ET, March 2, six U.S. service members have been killed in action. U.S. forces recently recovered the remains of two previously unaccounted for service members from a facility that was struck during Iran's initial attacks in the region.…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) March 2, 2026
Em entrevista ao New York Times, o presidente Donald Trump disse que a operação no Irã deve durar de quatro a cinco semanas, e também previu mais vítimas. A guerra entre as potências ocidentais e o Irã se intensificou após a morte do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, em bombardeios realizados pelos EUA e Israel, exacerbando as tensões no Oriente Médio.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Trump se comprometeu a “vingar” as mortes dos militares americanos e lançou ameaças severas à Guarda Revolucionária iraniana, sugerindo que os membros da força paramilitar depusessem suas armas ou enfrentariam a morte.
“Infelizmente, haverá mais mortes antes que esta guerra termine. Mas os EUA vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais devastador contra os terroristas”, declarou Trump, que também pediu a rendição da Guarda Revolucionária e de outros militares iranianos, oferecendo imunidade total em troca.
IRÃ SOB ATAQUE | Trump promete vingar morte de militares americanos no Irã e afirma que há risco de mais baixas
Presidente dos EUA pediu que Guarda Revolucionária do Irã se renda ou ‘enfrentará a morte certa’.#JornalOGlobo pic.twitter.com/eZnCMDyuCU— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) March 1, 2026
As mortes de americanos fazem parte de um contexto de violência crescente no Oriente Médio, onde o Irã já perdeu mais de 200 pessoas desde o início dos bombardeios dos EUA e Israel. Além disso, Trump afirmou que até o momento 48 líderes iranianos foram mortos, como parte de uma ofensiva para conter o programa de mísseis e as ambições nucleares do Irã.
O conflito se expandiu para outras regiões, como o Líbano, onde ataques de Israel retaliaram disparos do Hezbollah. Os ataques iranianos têm se concentrado não apenas em bases militares dos EUA, mas também em áreas civis, como edifícios residenciais e instalações de energia nos países do Golfo.
A onda de violência levou ao fechamento de importantes infraestruturas, incluindo o Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo, e causou uma grande disparada nos preços do petróleo e gás.
O Irã anunciou que o Estreito de Ormuz está oficialmente fechado, e qualquer navio que tentar atravessar a área será incendiado. Além disso, instalações essenciais, como refinarias de petróleo e gás natural no Catar e na Arábia Saudita, foram atingidas, resultando na suspensão de sua produção.
Trump, em seus discursos, afirmou que os ataques ao Irã têm como objetivo interromper a expansão nuclear iraniana e desmantelar seu programa de mísseis, que ele considera uma ameaça direta para os Estados Unidos e seus aliados. O presidente dos EUA também criticou o acordo nuclear firmado pelo ex-presidente Barack Obama com o Irã, alegando que este foi prejudicial para os interesses norte-americanos.
A resposta iraniana à ofensiva ocidental tem sido feroz, com mísseis lançados contra países vizinhos e instalações de interesse estratégico. No Kuwait, um ataque à embaixada dos EUA gerou uma coluna de fumaça visível, enquanto três aviões militares americanos caíram devido a erros nas defesas antiaéreas locais.