Nunca torci tanto para um japonês como na briga contra Gabriel Medina. Por Moisés Mendes

Foto: Miriam Jeske/COB

Publicado originalmente no perfil de Facebook do autor 

Não sei a posição política de Ítalo Ferreira, o nosso ouro no surfe, e torço para que não seja da onda bolsonarista.

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O que sei é que nunca torci tanto para um japonês como fiz ontem na briga do surfista da casa contra Gabriel Medina, o garoto do bolsonarismo.

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Torci principalmente depois da cena em que Medina, com ar de deboche, depois de uma manobra bem executada, abre os braços e se declara vencedor antes do tempo.

O japonês reagiu logo depois e ele perdeu. Bem feito. Comemorei muito.

Mas não nos contem nada de Ítalo Ferreira que nos tire a alegria desse ouro.

(Só para deixar claro. Entendo que celebridades do esporte devem, sim, dizer o que pensam sobre as questões fundamentais da humanidade, como racismo, homofobia, xenofobia e fascismos em geral. Só os alienados que se dizem neutros, e que por isso mesmo são de direita, ficam na moita.)

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