
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), telefonou para Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que ele determinou a extensão da votação até as 19h em todo o país. A decisão respondeu a pedidos que apontavam problemas no transporte de eleitores.
De acordo com informações do Globo, Nunes Marques afirmou que não seria viável aplicar a medida em seções eleitorais que já haviam encerrado a votação e fechado as urnas. Aliados do magistrado relataram que ele ficou irritado com a decisão, embora tenha tratado do tema sem abrir discussão com Zanin.
Zanin atendeu inicialmente a um pedido da campanha de Lula, que denunciou interferências no transporte de eleitores. O ministro também recebeu solicitação apresentada pela campanha de Flávio sobre o mesmo problema.
Após o telefonema, Zanin modificou o alcance do despacho. A prorrogação até as 19h passou a valer apenas para os locais onde as urnas ainda permaneciam abertas no momento da decisão.

Pedidos chegaram antes do fim da votação
Interlocutores de Zanin afirmaram que o ministro teve cerca de dez minutos para analisar e decidir sobre a ampliação do horário. A distribuição ocorreu quando faltava menos de meia hora para o encerramento previsto da votação.
O presidente do STF, Edson Fachin, encaminhou a solicitação da campanha petista a Zanin após mantê-la em sua mesa desde as 15h46, sem proferir decisão. O envio transferiu ao colega a análise do pedido às vésperas do término da votação.
Nunes Marques havia recebido primeiro a solicitação, por volta das 13h30, na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele não tomou decisão antes do despacho de Zanin.
A nova ordem delimitou a aplicação da extensão do horário às seções que seguiam em funcionamento, evitando a reabertura de urnas que já tinham encerrado a votação.