
O apresentador Sikêra Jr. afirmou, em vídeo que circula nas redes sociais, que perdeu anunciantes depois de receber o então presidente Jair Bolsonaro em seu programa de televisão. Na gravação, ele relata que ficou “dois meses sem nenhum anunciante” e atribui a saída das marcas a ataques nas redes sociais.
No trecho divulgado, ele descreve os prejuízos comerciais e a pressão que diz ter sofrido quando Bolsonaro participava da atração. Porém, as marcas se afastaram do programa de Sikêra após ele ter sido homofóbico ao comentar uma propaganda do Burger King.
“Toda vez que o Jair Messias ia no programa de televisão lá, que eu apresentava, chovia de bomba”, disse. Sikêra afirmou que usuários passaram a pressionar seus anunciantes por meio de Twitter, Facebook e Instagram.
Ele contou que o proprietário da emissora garantiu seu salário, mas pediu que ele reduzisse o tom por causa da concessão pública. “Todos os anunciantes se baixaram, mas era um fogo cruzado. Eu dou razão a esses anunciantes”, declarou.
Sikêra Jr. diz se arrepender de ter apoiado Bolsonaro
Vídeo do apresentador circulou nas redes após ele afirmar que considera um erro ter apoiado Bolsonaro nas eleições. A declaração dividiu opiniões e reacendeu o debate político. pic.twitter.com/yZ9k2Fcdfl
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) August 16, 2026
Campanha contra patrocinadores ocorreu após fala homofóbica em 2021
A perda de publicidade relatada por Sikêra ocorreu em meio a uma campanha do Sleeping Giants Brasil em 2021. O grupo mobilizou usuários a contatarem empresas que anunciavam no “Alerta Nacional”, exibido pela TV A Crítica, no Amazonas, e pela RedeTV!.
Naquele período, o Sleeping Giants Brasil informou que cerca de 38 patrocinadores deixaram o programa. Em 15 de julho de 2021, a atração teve intervalo com três anunciantes, entre eles a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Educação.
A mobilização ganhou força após declarações homofóbicas feitas por Sikêra em 26 de junho de 2021, ao comentar uma campanha publicitária do Burger King sobre relações homoafetivas. O apresentador chamou integrantes da comunidade LGBTQIA+ de “raça desgraçada”.