O bolsonarismo armou a arapuca contra o próprio presidente. Por Moisés Mendes

Bolsonaro (Imagem: reprodução)

PUBLICADO NA PÁGINA DO FACEBOOK DO AUTOR 

Vamos ver o que vai acontecer hoje. Eu tenho essa previsão: um público apenas razoável na Avenida Paulista, que não poderá ser visto como fracasso, mas também não poderá ser comemorado.

No resto do país, algumas aglomerações.

Em Porto Alegre, cerca de 46 pessoas ali naquela região da ponte de pedestres do Parcão, não mais do que isso, com camisetas da Seleção e bandeiras do Brasil e da monarquia.

Essas gritarias no Parcão servem apenas para incomodar as tartarugas e outros bichos, porque não agregam nada ao barulho que os paulistas fazem desde o golpe.

O certo é que os protestos de hoje (contra o que mesmo?) ficarão naquela zona de sombra em que os ‘analistas’ da GloboNews dirão assim: não foi o que os bolsonaristas esperavam, mas também não foi o que as esquerdas torciam que fosse.

O que isso muda para Bolsonaro?

Nada, porque Bolsonaro não irá ganhar nunca.

Se as aglomerações forem fortes, agrava-se o desconforto com parte da direita, e a oposição terá de preparar uma resposta ainda mais forte para o dia 30. Se forem fracas, a mesma coisa.

Ao programar as manifestações de hoje, o bolsonarismo mais desatinado armou a maior arapuca contra Bolsonaro.

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