
Carlos Jordy, deputado federal e bolsonarista histórico, é o favorito do PL para ocupar a vaga no Senado que seria de Cláudio Castro. A situação política do ex-governador se deteriorou e abriu espaço para o deputado dentro da legenda, segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.
Castro se tornou inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder e renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro. As operações de busca e apreensão determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pioraram sua situação política.
Para as lideranças do PL, a vaga no Senado será destinada a Jordy, apontado como nome prioritário do partido para a disputa.
O deputado já foi alvo de investigação no STF, junto de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), por esquema estruturado de desvio de recursos públicos a partir da cota parlamentar, verba destinada exclusivamente ao exercício do mandato.
Ele também já foi acusado de espancamento, assédio e uso de drogas pelo ex-coordenador de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e secretário de Direitos Humanos de Niterói, Raphael Costa. Jordy ainda era um dos alvos da operação Lesa Pátria da Polícia Federal, que investiga mentores intelectuais, financiadores e incitadores do ataque golpista de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

O ex-governador se tornou alvo principal da Operação Compliance Zero da Polícia Federal em 26 de maio de 2026. A investigação apura o direcionamento de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores públicos do RJ, para o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens interceptadas indicaram ao menos oito encontros fora da agenda oficial entre Castro e Vorcaro em palácios do governo. Dias após essas reuniões, o Rioprevidência fez aportes milionários ao banco, mesmo diante de alertas formais de risco de mercado.
Com a liquidação do Banco Master, grande parte desse montante foi perdida, gerando um rombo nas aposentadorias dos servidores do estado.
Dias antes, em 15 de maio de 2026, Castro também foi atingido pela Operação Sem Refino, que investiga um conglomerado de combustíveis ligado à refinaria Refit por suspeita de evasão de divisas, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. A ação resultou no bloqueio judicial de R$ 52 bilhões em ativos do grupo.