O cansaço com as besteiras. Por Moisés Mendes

Paulo Guedes, mas pode chamar de Tchutchuca

Publicado originalmente no blog do autor

Concordo com os que se queixam que está ficando chato ter de comentar e ler comentários sobre o comportamento de Bolsonaro, dos filhos de Bolsonaro, do ex-juiz Sergio Moro, de Paulo Guedes, de Augusto Heleno.

Não há nada que seja produzido por eles (e nem vamos falar de Damares, Araujo e Weintraub), como ação, pensamento, como fala solta, como provocação, que inspire uma reflexão.

Eles não dizem nada com nada. Hoje mesmo Guedes disse na Fiesp que o dólar só irá chegar a R$ 5 se ele “fizer muita besteira”.

E citou outras besteiras possíveis. “Se o presidente pedir para sair, se o presidente do Congresso pedir para sair… se todo mundo pedir para sair”.

Bolsonaro já pediu pra sair? O próprio Guedes pediu? Os jornalistas não perguntaram quais seriam de fato as besteiras. Ninguém cobrou nada.

São frases soltas, não há nenhuma tentativa de contribuir para o entendimento do que está acontecendo. Bolsonaro não sabe nem o que significa PIB.

E os que sabem não oferecem contribuição para a racionalidade, só para a confusão. É assim que o ministro da Fazenda tenta ser engraçadinho num momento de desespero generalizado.

Nunca um ministro da Fazenda disse e fez tanta besteira.

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