O cara da confiança dos liberais era o agora foragido. Por Moisés Mendes

Atualizado em 31 de outubro de 2026 às 22:26
Mercado financeiro. Foto: Reprodução

Passada a eleição, os jornalões retomam o cerco a Lula pelo ponto de vista da Faria Lima. Chamadas exemplares de capa desta semana:

Folha
Expectativas de inflação para 2027 e 2028 saltam depois do resultado do segundo turno

Globo
Com dívida pública acima de R$ 10 tri, Lula deve terminar o terceiro mandato com déficit nominal recorde

Estadão
The Economist: mercado financeiro reage mal à vitória inesperada de Lula – e há razões para isso

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Não conseguiram pegar Lula pelas pautas ditas morais, apesar do esforço de Folha, Globo e Estadão, e por isso retornam com força com a pauta do descontrole fiscal.
Não há surpresa nenhuma. Lula, que vai para o quarto governo, não tem nada que o incrimine como irresponsável em relação às contas públicas.

Mas, segundo a Economist, era Flávio, e não Lula, a garantia de que as contas seriam controladas. Um miliciano que perde a eleição e foge era a aposta da maior publicação liberal do mundo. Também o liberalismo foi comido pelo fascismo.

Originalmente publicado no blog de Moisés Mendes

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/