O coronelismo e as milícias. Por Moisés Mendes

Renan Calheiros e Jair Bolsonaro. Foto: Reproudução

Publicado originalmente no Blog do Autor:

A guerra de Renan Calheiros com Bolsonaro pode ser um dos grandes momentos da política brasileira nesse começo de século. Porque opõe um coronel, com o controle das artimanhas da política, a um sujeito ligado às milícias.

Resumindo, é uma guerra de um coronel contra um miliciano. O coronel tem filho na política, o governador de Alagoas, Renan Calheiros Filho.

Bolsonaro tem três filhos políticos, um senador, um deputado federal e um vereador. E um quarto filho que promete carreira política.

O que diferencia uma família da outra é que Renan construiu uma trajetória de político clássico.

Tem influência no Estado dele, no Congresso e no partido. Já foi muito ouvido (talvez hoje nem tanto) pela bancada do MDB e avulsos de outros partidos.

Bolsonaro é o contrário, é um desviante da política, fazendo a figura do rebelde que enfrenta o sistema.

Quando dizem que ele pertencia ao baixo clero, esse enquadramento chega a ser ofensivo com os parlamentares que circulam nessa faixa do vale-tudo e do toma-lá-dá-cá.

Bolsonaro não tinha nada a dar, só a tomar. O baixo clero participa do jogo da política. Bolsonaro nunca participou de nada e nem sabe direito como se elegeu presidente.

Vai ser boa a guerra dos Calheiros com os Bolsonaros. Um profissional, com conhecimento do terreno onde pisa, e um amador protegido pelos militares.

Lembrando que os dois já trocaram elogios, afagos e abraços. Vão para uma briga sem chance de empate.

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