O dedo de Cunha nas “contribuições” para Kataguiri e o MBL pelo impeachment. Por Kiko Nogueira

mbl impeachment

 

O deputado Eduardo Cunha tem outra tropa de choque além daquela da Câmara que aparece diariamente na TV dando lição de gangsterismo no Conselho de Ética.

É o Movimento Brasil Livre, o MBL. Em maio, lideranças do grupo estiveram em Brasilia para uma imortal foto com Cunha num salão, todos com um inexplicável dedinho indicador para cima.

Depois das denúncias do Ministério Público contra o Cunha, o pessoal ensaio uma retirada. Com o tempo, à medida em que se percebeu que o chefe continua absolutamente livre para agir, o MBL retomou o casamento.

Cunha e os kataguiris são feitos do mesma natureza corrupta. O velho apenas é mais esperto e, em sua desfaçatez, mais sincero.

Nós já falamos aqui de Renan Haas, ou Renan Santos, o fundador da milícia que aparece com nomes diferentes em processos na Justiça. Até recentemente, o link “Transparência” do site do MBL não abria.

Agora eles pedem dinheiro para um “esquenta” do impeachment, o protesto do dia 13, na conta de Kim Kataguiri, conhecido como Japonês Ruinzinho. Ora, eles têm uma sede, produzem vídeos, contratam caminhões de som etc — e tão têm um CNPJ? Por quê?

Como Cunha, o MBL aposta em milhares de idiotas úteis. Os mesmos que vão dar grana para KK, acreditando que ele prestará contas a eles. Kataguiri vai declarar à Receita Federal? É sempre bom lembrar que esses honestos liberais acham que pagar imposto é alimentar o estado inchado e todos aqueles clichês que servem de argumentos para uma pilantragem qualquer.

Numa entrevista recente à Folha, Kataguiri (anote: Santander; AG 0157; CC 01038617-5; CPF 393134958-64) explicitou a estratégia dos rapazes com relação a estender a crise do afastamento de Dilma: “A população tem que ter esse tempo para compreender o crime fiscal e, ao mesmo tempo, sentir as consequências da crise gerada pela própria presidente.”

Leia-se: queremos que os brasileiros, perdoe meu latim, se fodam. Recursos sabe-se lá vindos de onde são usados para patrocinar posts no Facebook convocando para manifestações. Robôs pressionam deputados por email e atacam seus perfis oficiais. Tudo na luta contra a corrupção e o bolivarianismo.

Cunha não é um homem dado à efusividade — aliás, como psicopata, as demonstrações de afeto lhe são impraticáveis. Mas certamente seu olho brilha ao ver como seus meninos foram longe.

 

"Meu garoto"
“Meu garoto”

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