
O delegado Marcelo Ivo de Carvalho, expulso dos Estados Unidos por ter orientado a polícia local, que encontrou e prendeu Alexandre Ramagem, deveria ser recebido com festa no aeroporto no retorno ao Brasil.
E depois, em cerimônia no Palácio do Planalto, deveria ser agraciado com a mais alta honraria com que o governo reconhece servidores exemplares no cumprimento de suas funções.
O governo, inclusive o de Lula, que distribui comendas para gente que nunca defendeu o setor público, deve encher o peito desse delegado de medalhas, por ter tido a coragem de agir como deveria e ajudar a desmascarar a conversa anti-imigração das milícias do ICE e de Trump.
Ramagem é foragido da Justiça brasileira e está com visto de permanência vencido. Mas foi solto depois por ter a proteção que a extrema direita americana oferece a Bolsonaro, seus filhos e seus cúmplices.
O delegado apenas tirou a máscara do fascismo trumpista, porque todo mundo sabia que Ramagem ganharia proteção política. Com um detalhe: a chinelagem bolsonarista, também flagrada em situação irregular, é mandada de volta pelo ICE.
Ramagem deve ter arquivos do seu tempo de chefe da arapongagem de Bolsonaro. Vai ficar por lá por quanto tempo, se não tem mais os salários de deputado e delegado? Quem sustenta Ramagem nos Estados Unidos?
NÃO TEM MAIS?
É uma pergunta séria: um mês depois do famoso powerpoint de 20 de março, Andréia Sadi voltou a apresentar algum outro infográfico semelhante no Estúdio i?
Alguém viu outro powerpoint comentado pela jornalista e seus colegas de programa?

Era previsível que o ‘jornalismo investigativo’ de hangares, que vem levantando registros de voos e passageiros em jatos executivos, iria dar problema.
O Estadão teve que corrigir e pedir desculpas por uma notícia em que vinculava o ministro Gilmar Mendes a Gabriel Vorcaro, com esse título:
“Gilmar Mendes viajou para Brasília em avião da empresa de Vorcaro na volta da posse do irmão no Mato Grosso”.
O jornal esclareceu:
“A presença de Gilmar Mendes no voo, entre Diamantino (MT) e Brasília (DF), não se deveu ao fato de o avião, à época, pertencer a uma empresa, a PrimeYou, na qual Vorcaro tinha participação. Gilmar viajou como convidado de Marcos Molina, presidente do Conselho de Administração da Marfrig (MBRF)”.
