O dia de Alckmin: do céu da CNA ao inferno do JN. Por Helena Chagas

Geraldo Alckmin no Jornal Nacional. Foto: Reprodução/Os Divergentes

Publicado originalmente no site Os Divergentes

POR HELENA CHAGAS

O dia de Geraldo Alckmin começou bem, sob aplausos, numa sabatina amena na Confederação Nacional da Agricultura (CNA), onde disse o que o público queria ouvir sobre crédito agrícola, seguro e exportação de alimentos. Bem humorado, mostrou segurança quanto à possibilidade de crescimento de sua candidatura, chegando a brincar que seu sonho é cobrir uma eleição em que os jornalistas sejam os candidatos para perguntar a eles por que não decolam.

Geraldo foi do céu da CNA ao inferno do Jornal Nacional em poucas horas. Na bancada do principal noticiário do país, passou 15 minutos respondendo a inquirições sobre corrupção, começando com acusações de caixa2 envolvendo o cunhado, passando pela companhia indesejada de aliados acusados no Centrão e no PSDB e desembocando nas obras so Rodoanel.

O candidato do PSDB repetiu as explicações de sempre, rebatidas seguidamente por Bonner e Renata Vasconcelos. Como já havia feito na Globonews, defendeu com veemência o ex-secretário e ex-diretor da Dersa, Laurence Casagrande, preso nas investigações de superfaturamento do Rodoanel. Chegou a dizer que, quando provada sua inocência, essa informação deve receber da imprensa o mesmo espaço que as acusações. No que foi atalhado por Bonner, segundo quem o candidato terá o ônus de explicar-se caso essa inocência não seja comprovada.

Assim como as anteriores, a entrevista do JN foi pancadaria pura, e nem mesmo o frio e tranquilo Alckmin conseguiu manter a calma. Apesar de sempre contido e educado, seu semblante, ao final, era o de um pugilista levado a nocaute.

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