O dom de desautorizar e expor subalternos, eis a marca de Bolsonaro no governo. Por Kiko Nogueira

Enfim descobriu-se o que Jair Bolsonaro faz de melhor em seu posto: desautorizar subalternos.

Eis a marca de seu estilo de governar, se é que podemos chamar assim.

Em meio a uma quantidade inacreditável de lixo retórico produzido por ele e seus filhos, Bolsonaro humilha e desmente ministros, secretários etc.

O coitado da vez é o secretário da Receita, Marcos Cintra, segundo o qual “até fiéis de igrejas deverão pagar o imposto quando contribuírem com o dízimo”.

Depois da reclamação de pastores sobre essa maluquice, o chefe foi às redes negar tudo e expor Cintra.

Já tinha feito coisa parecida com Sergio Moro, ordenando que o ministro da Justiça desconvidasse Ilona Szabó para um conselho que não servia para nada.

Paulo Guedes vive tendo de se explicar após Bolsonaro falar ou fazer alguma bobagem na área que admitiu não conhecer (ou, como notou Lula, sobre a qual não quer aprender). 

A República das Caneladas tem como líder um sujeito que não sabe para onde ir e, portanto, funcionários — para usar a terminologia de Rodrigo Maia — que não se entendem.

Expostos por um mané, eles engolem o sapo sem reclamar.

Por quanto tempo toparão a palhaçada?

Até perceberem que afundar no Titanic não é bom para os negócios. 

Ou seja, questão de meses.

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