
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) designou o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR) para examinar dados fiscais e bancários que o presidente Lula (PT) se comprometeu a tornar públicos.
Dallagnol ficará responsável por avaliar os extratos e relatórios relacionados aos sigilos do presidente e de pessoas próximas a ele. A equipe de Flávio pretende usar a análise na disputa eleitoral.
Lula incluiu na promessa de abertura de dados a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, chamado de Marcola.
A campanha escolheu Dallagnol porque o ex-procurador já examinou, durante a Lava Jato, questões que envolveram Fábio Luís. Ele foi eleito senador pelo Paraná pelo Novo.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) informou nesta quinta-feira (22) que só abrirá o sigilo telefônico e bancário do candidato à Presidência depois de analisar os documentos entregues pela equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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— SBT News (@sbtnews) October 22, 2026
Desafio de Lula abriu disputa entre as campanhas
A troca começou no debate da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrir seus próprios dados fiscais e bancários. O senador aceitou o desafio.
Flávio respondeu que Lula também deveria apresentar informações de familiares e assessores próximos. O presidente concordou com a ampliação proposta pelo adversário.
O confronto passou a ser tratado pelas duas campanhas como uma disputa em torno dos sigilos financeiros e fiscais dos candidatos e de seus círculos mais próximos.
Em nota, a equipe de Flávio afirmou que Dallagnol vai analisar “cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear inconsistências”. A campanha disse ainda que “nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos”.