O fascista mostra a cara. Por Moisés Mendes

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POR MOISÉS MENDES

Bolsonaro pode ter voltado para sua base de apoio de 18% de bem antes da eleição. E essa base, formada pelos mais ricos (a massa de pobres entra na véspera da eleição) é cada vez mais a sustentação do governo, como mostra o DataFolha. O resto vai saltando fora.

O que diz a Folha. “Com a avaliação quase inalterada na base da pirâmide econômica, a maior mudança na percepção do governo Bolsonaro ocorreu nas elites. Em comparação com a pesquisa anterior, os que ganham de cinco a dez salários mínimos expressaram uma visão mais crítica, enquanto os que têm renda acima desta marca ampliaram a aprovação. No primeiro time, os que taxam a gestão como ótima ou boa recuaram de 43% para 37%. No segundo, saltaram de 41% para 52%”.

Algumas conclusões. Quanto mais rico, mais bem formado e pretensamente mais bem informado, mais fascista. É a realidade brasileira. Aqueles brancos de mais de 50 anos, com óculos escuros e camiseta da Seleção, que aparecem nas manifestações na Avenida Paulista, são a base de Bolsonaro.

A classe média mais média, com renda entre cinco e 10 salários, vai abandonando o bolsonarismo, é o que diz o DataFolha. O fascismo assume suas feições definitivas no Brasil. Os ricos têm a cara de Bolsonaro e Sergio Moro.

Quanto mais desemprego, mais desencanto, mais recessão, mais autoritarismo, mais matança de negros e índios, mais desmatamento, mais repressão e mais casos envolvendo os Bolsonaros e as milícias, mais os ricos apoiam Bolsonaro. É com essa turma que Moro se agarra.

Fernando Henrique, Serra, Aécio e Alckmin foram apenas figuras de transição do centro para a direita. O rico brasileiro chegou à extrema direita e ali se acomodou. O processo de fascistização foi completado.

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