O fim de Bolsonaro. Por Moisés Mendes

Presidente Jair Bolsonaro / FOTO: CAROLINA ANTUNES / PR)

Um Jânio, um Collor, um Fujimori? Estão tentando enquadrar Bolsonaro num desses exemplos. Mas todas as tentativas de comparação com as figuras e os seus desfechos trágicos são até desrespeitosas com os citados.

Bolsonaro é um caso único. Nenhum dos outros contou tanto com a incapacidade de discernimento das pessoas em circunstâncias políticas complicadas.

Dito de outra forma, nenhum dispôs tanto da desinformação e da ignorância (combinadas com o ódio e a mentira) para tentar se manter no poder a qualquer custo num momento de desespero.

Jânio, Collor e Fujimori construíram trajetórias políticas consistentes, mesmo que tortuosas, e Bolsonaro não tem história nenhuma.

Bolsonaro é apenas uma invenção da mente doentia do antipetismo das elites, da classe média decadente e de pobres que tentam se comportar como ricos.

Bolsonaro é a expressão de um fascismo gasoso, que pode se dissipar no ar a qualquer momento, se for abandonado pelos que o criaram, como parece que já está acontecendo.

Na reaparição na cerquinha do Alvorada hoje, ficou claro que Bolsonaro está abatido e aéreo, desconcentrado.

Um empurrão derruba Bolsonaro e toda a estrutura que o mantém esperneando. Falta só o empurrão.

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