A elevação ampliou a diferença entre a cotação internacional e os valores praticados nas refinarias brasileiras. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o cenário indica necessidade de reajuste de R$ 0,29 por litro na gasolina, o que representa uma defasagem de 11% em relação ao mercado externo.
No caso do diesel, a diferença é ainda maior. A Abicom calcula que a defasagem chegou a 25%, o que corresponde a R$ 0,83 por litro. Eventuais aumentos dependem de decisão da Petrobras, que ainda não anunciou posicionamento sobre novos reajustes.
Até a semana passada, os preços estavam alinhados à referência internacional. Em janeiro, a Petrobras havia reduzido em 5,2% o valor da gasolina, acompanhando a queda acumulada de quase 20% do Brent em 2025. Naquele momento, o barril chegou a ser cotado a US$ 60,85 (equivalente a R$ 321), o que levou a uma diferença estimada em R$ 0,20 por litro.

Com a nova disparada, a paridade de importação da gasolina acumula alta de R$ 0,45 por litro. Já o diesel permanece sem reajuste para distribuidoras desde dezembro de 2022, e a diferença acumulada em relação ao preço internacional chega a R$ 1,02 por litro, conforme dados da associação.
Desde maio de 2023, a política de preços da Petrobras deixou de seguir automaticamente a paridade internacional, modelo que vigorava desde 2016 e permitia alterações frequentes. Mesmo assim, oscilações no mercado externo continuam influenciando os custos internos, especialmente em momentos de tensão geopolítica como o atual.
