
O senador Alessandro Vieira (MDB de Sergipe), relator da CPI do Crime Organizado, pediu no relatório final o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Vieira integrou a CPI da Pandemia, concluída em 26 de outubro de 2021. São quase cinco anos e até hoje só foram indiciados, pelo MP estadual de São Paulo, mas não são réus, os dirigentes da clínica Prevent, que faziam experimentos com o kit cloroquina de Bolsonaro.
Quando a CPI foi encerrada, o emedebista que ajuda no cerco a ministros do Supremo foi contemplado com essa manchete da CNN: “CPI acabou, mas começa a fiscalização e a cobrança, diz senador Alessandro Vieira”.

Tente encontrar outras declarações categóricos de Vieira sobre a inércia do Ministério Público diante de 79 nomes acusados de crimes graves.
Então, o que um relator faz, mais uma vez, é jogar para a torcida da direita, como candidato à reeleição.
É mais um político dedicado a gestos policialescos (foi delegado da polícia civil) e à militância na rearticulação do lavajatismo. O morismo está vivo.