O lavajatismo está vivo e em toda parte. Por Moisés Mendes

Atualizado em 14 de abril de 2026 às 19:45
Charge ironiza o fim da Lava Jato, em 2020
Charge: Zé Dassilva

O senador Alessandro Vieira (MDB de Sergipe), relator da CPI do Crime Organizado, pediu no relatório final o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Vieira integrou a CPI da Pandemia, concluída em 26 de outubro de 2021. São quase cinco anos e até hoje só foram indiciados, pelo MP estadual de São Paulo, mas não são réus, os dirigentes da clínica Prevent, que faziam experimentos com o kit cloroquina de Bolsonaro.

Quando a CPI foi encerrada, o emedebista que ajuda no cerco a ministros do Supremo foi contemplado com essa manchete da CNN: “CPI acabou, mas começa a fiscalização e a cobrança, diz senador Alessandro Vieira”.

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Foto: Reprodução

Tente encontrar outras declarações categóricos de Vieira sobre a inércia do Ministério Público diante de 79 nomes acusados de crimes graves.

Então, o que um relator faz, mais uma vez, é jogar para a torcida da direita, como candidato à reeleição.

É mais um político dedicado a gestos policialescos (foi delegado da polícia civil) e à militância na rearticulação do lavajatismo. O morismo está vivo.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/