O lugar que Neymar não soube ocupar. Por Moisés Mendes

Atualizado em 15 de fevereiro de 2026 às 23:56
Lucas Pinheiro Braathen segurando medalha. Foto: Dustin Satloff/Getty Images

O Brasil merecia um presente inesperado há muito tempo. Mas nada é mais inesperado e improvável do que Lucas Pinheiro Braathen.

E ficamos sabendo de mais essa agora: o moço publicou a notícia da conquista da medalha de ouro nos Jogos de Inverno nas redes sociais com a frase ‘É do Brasil’. Ao fundo, uma música de Erasmo Carlos.

Não qualquer música, mas ‘É preciso dar um jeito, meu amigo’. Um hino de resistência antiditadura (que entrou na trilha de ‘Ainda estou aqui’) e que é também um hino antifascista.

Lucas é a imagem do Brasil que deveria ter sido de Neymar, o bolsonarista que deseja jogar a Copa do Mundo contra a Alemanha sem conseguir fazer um jogo inteiro contra o Asa de Arapiraca.

Que o bolsonarismo fascista dos que se acham ‘americanos’ sofra bastante com o ouro e a brasilidade de Lucas.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/