
Ciro Nogueira, presidente nacional do Partido Progressista (PP) e senador pelo Piauí, causou surpresa em Brasília ao decidir trocar de advogado no Caso Master. A decisão foi motivada por dois fatores principais apontados por aliados dele: o perfil “midiático” de Kakay e sua proximidade com membros do governo Lula.
Segundo informações do Metrópoles, a avaliação de Nogueira é de que esses pontos poderiam prejudicar sua imagem, especialmente considerando que o caso é relatado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro André Mendonça.
Embora a mudança de defesa tenha sido inicialmente comunicada como uma decisão tomada “em comum acordo” entre o ambos, fontes revelaram que a troca partiu do próprio Ciro. O senador teria sinalizado sua intenção de mudar de advogado após uma conversa com Kakay no fim de semana, mas deixou claro que consultaria seus aliados antes de oficializar a decisão.
Na manhã de segunda-feira (11), o advogado emitiu uma nota à imprensa comunicando que, “em comum acordo”, deixaria de representar Ciro Nogueira no Caso Master. A comunicação do advogado destacou que a decisão foi uma escolha de ambos, mas aliados de Nogueira reforçam que o senador já havia manifestado sua intenção de mudança de forma independente.

O senador ainda não confirmou quem assumirá sua defesa no inquérito, mas um dos nomes mais cotados para o cargo é o do criminalista Conrado Gontijo. Gontijo tem uma ligação familiar com Kakay, sendo afilhado do ex-defensor de Ciro Nogueira.
Esse vínculo pode facilitar a transição, já que a relação entre os advogados é de longa data e de confiança. O Caso Master, que envolve o senador e o empresário Vorcaro, continua a ser um dos principais focos da investigação da Polícia Federal.
Em 7 de maio, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Nogueira, investigando sua suposta relação política e financeira com o empresário. A polícia sustenta que o senador teria atuado em favor do Master no Congresso, o que é uma das alegações em seu desfavor.
Em um relatório encaminhado ao STF, a PF afirmou que a conexão entre Ciro Nogueira e Vorcaro tinha interesses políticos e financeiros, o que elevou a gravidade do caso.