O motivo que fez Lula subir nas pesquisas internas do PT, segundo o Planalto

Atualizado em 4 de maio de 2026 às 18:23
O presidente Lula. Foto: Divulgação

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a recente melhora do presidente Lula nas pesquisas internas do PT, conhecidas como trackings, está relacionada a mais de um fator. Além da derrota do ministro da AGU, Jorge Messias, no Senado, auxiliares apontam o retorno das campanhas publicitárias do governo como elemento relevante. Com informações de Igor Gadelha, no Metrópoles.

Segundo interlocutores do governo, a retomada da presença institucional em veículos de comunicação e ações nas ruas nas últimas semanas teria influenciado o desempenho do presidente nas medições internas. A avaliação considera que a estratégia ampliou a visibilidade da gestão federal.

Dados dos trackings do PT indicam que Lula avançou ao menos três pontos no fim de semana e passou a superar o senador Flávio Bolsonaro, citado como principal adversário nas eleições presidenciais de 2026. Até a semana anterior, os dois apareciam em situação de empate técnico.

No sábado (2), Lula registrou 47,5% contra 45,3% de Flávio Bolsonaro. Já no domingo, os números indicaram oscilação para 48,5% do presidente e 45% do senador, de acordo com os levantamentos internos.

O presidente Lula ao lado do senador Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

Auxiliares do Planalto também relacionam o resultado ao contexto político envolvendo a derrota de Jorge Messias. A articulação que levou ao desfecho no Senado é mencionada como fator que impactou a percepção do cenário.

Na avaliação interna, a movimentação que envolveu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o ministro Alexandre de Moraes e o filho de Bolsonaro teria reforçado a leitura de alinhamento político contra o governo.

Esse cenário, segundo integrantes do Planalto, contribuiu para consolidar uma narrativa de oposição institucional ao Executivo, o que teria repercussão nas medições realizadas pelo partido.

As pesquisas citadas são levantamentos internos e não possuem divulgação pública, sendo utilizadas como instrumento de monitoramento de desempenho político e eleitoral.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.