O novo documentário do DCM sobre o Mais Médicos

 

Minas Gerais recebeu 1235 profissionais do Mais Médicos para trabalhar em atenção básica, distribuídos em 78 municípios. O Governo Federal conseguiu enviar todos os profissionais solicitados pelas prefeituras do estado. Com eles, 4,2 milhões de mineiros serão beneficiados.

O DCM foi a três cidades da região metropolitana de Belo Horizonte — Juatuba, Timóteo e Ribeirão das Neves — para ver de perto o desenvolvimento programa.

As três cidades estão próximas à capital e possuem indústrias de peso. A população sofre com a falta de médicos e principalmente com a rotatividade que havia antes. Os médicos dificilmente paravam em uma comunidade e ficavam. Iam mudando de município, de acordo com a oferta de salário, o que, para um trabalho de medicina comunitária, não ajuda, já que não se desenvolve um trabalho a longo prazo de prevenção e cuidado com aquelas famílias.

Ribeirão das Neves, prioridade do Programa, recebeu 19 pessoas. Com isso, todos os postos de saúde passaram a ter médicos pela primeira vez. Timóteo, município da região metropolitana do Vale do Aço, recebeu três e passou a ficar 100% coberto em atenção básica.

Juatuba fica a 55 km de Belo Horizonte. É um município que possui grandes indústrias, mas que não empregam grande parte da população. O município tem muitos bairros pobres. Com o Mais Médicos, hoje Juatuba tem 100% do município coberto pela atenção básica.

Juatuba recebeu 2 cubanos e mais 2 brasileiros pelo programa, e com esses 4 novos médicos as equipes ficaram completas.

Os desafios são enormes ainda. Um deles, segundo os médicos com quem conversamos, é fazer com que a população entenda as bases da medicina comunitária, entenda que as Unidades Básicas de Saúde não estão lá para pronto atendimento e cuidem da saúde diariamente. “Os brasileiros são muito ‘medicalocêntricos’, só procuram o médico quando estão com alguma doença, e é isso que com o tempo iremos mudar”,  afirmou Marina Corradi, médica na UBS Francelinos-Juatuba.

No documentário, conhecemos um pouco da realidade da região, e como atuam e o que pensam os médicos que estão diariamente convivendo com o programa e suas mudanças.

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