O “ouro” da juventude: a vitamina associada ao envelhecimento mais lento e à saúde da pele

Esse nutriente é rico em antioxidantes, substâncias que ajudam a enfrentar os danos ligados ao avanço da idade.

Atualizado em 23 de janeiro de 2026 às 15:16
Alimentos que possuem vitamina E. Foto: Divulgação

Descoberta como a quinta vitamina identificada pela ciência, a vitamina E recebeu o nome químico de tocoferol, termo de origem grega ligado à ideia de “trazer à vida”. A denominação surgiu por causa de sua importância no desenvolvimento adequado do feto e das crianças.

Além dessa função no crescimento, a vitamina E chama atenção por sua ação antioxidante. Segundo especialistas, ela tem sido usada na prevenção da aterosclerose e de doenças cardiovasculares, já que ajuda a proteger o LDL — o chamado “colesterol ruim” — contra a oxidação. Também há pesquisas que investigam sua relação com a prevenção de alguns tipos de câncer.

Uma revisão publicada na revista científica Ageing Research Reviews aponta que a vitamina E está entre os antioxidantes lipossolúveis mais potentes quando o assunto é retardar processos ligados ao envelhecimento e reduzir o risco de doenças degenerativas associadas à idade.

Os benefícios também alcançam a pele. Compostos dessa vitamina favorecem a circulação sanguínea, contribuem para a dilatação dos vasos e ajudam a evitar a formação de coágulos. Esses efeitos aparecem em estudos que analisaram a suplementação conjunta de vitaminas C e E e seus impactos na função dos vasos sanguíneos.

Pesquisadores ainda avaliam a participação da vitamina E na prevenção da trombose. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que são necessários mais estudos para esclarecer possíveis relações entre esse nutriente e alterações na imunidade, demência, doença de Alzheimer, catarata e fraturas de quadril.

Alimentos que possuem vitamina E. Foto: Divulgação

Níveis muito baixos de vitamina E podem trazer prejuízos à saúde. De acordo com informações da Clínica Mayo, a deficiência pode causar danos aos nervos (neuropatia) e problemas na retina (retinopatia).

As vitaminas são substâncias orgânicas obtidas principalmente por meio da alimentação, com a combinação de alimentos de origem vegetal e animal. Em algumas situações, o uso de suplementos pode ser indicado, embora o organismo aproveite esses compostos de forma variável.

A vitamina E pode fazer mal?

A vitamina E presente naturalmente nos alimentos não representa risco à saúde, segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. O cuidado maior envolve suplementos em doses elevadas. Quantidades excessivas podem aumentar o risco de sangramentos, já que interferem na coagulação, e elevar a chance de hemorragia cerebral grave.

Por esse motivo, o limite máximo de ingestão para adultos por meio de suplementos — tanto de vitamina E natural quanto sintética — é de 1.000 mg por dia.