
A Holanda registra a menor carga horária média de trabalho da União Europeia, com cerca de 32 horas semanais. A jornada de quatro dias tornou-se prática comum em diversos setores. Trabalhadores têm respaldo legal para solicitar redução de jornada.
Empresas de pequeno e grande porte adotaram o modelo nos últimos anos. Em muitos casos, não houve corte salarial nem ampliação da carga diária. A distribuição de horas manteve padrões próximos às 32 horas semanais.
Em Amsterdã, companhias ligadas à economia criativa e à tecnologia figuram entre as que implementaram a semana reduzida. Executivos relatam reorganização de rotinas e redução no número de reuniões. Funcionários passaram a concentrar entregas em menos dias úteis.

Dados europeus indicam que o país combina jornada mais curta com PIB per capita entre os mais altos do continente. A análise econômica, no entanto, inclui fatores estruturais, como elevada participação de contratos em tempo parcial. Quase metade dos trabalhadores atua fora do regime integral.
A OCDE aponta que a produtividade holandesa permanece alta, mas observa que o crescimento desse indicador tem sido limitado nos últimos anos. Economistas mencionam o envelhecimento populacional e a necessidade de ampliar a oferta de trabalho.
O sindicato Netherlands Trade Union Confederation (FNV) defende que a semana de quatro dias contribui para retenção de talentos e redução do absenteísmo. A entidade pressiona por reconhecimento formal da prática em recomendações governamentais. O debate segue presente entre empresas, trabalhadores e formuladores de políticas.