O que acontece com o ex-príncipe Andrew após ser solto?

Atualizado em 20 de fevereiro de 2026 às 12:23
Ex-príncipe Andrew. Foto: AFP

O ex-príncipe Andrew, Andrew Mountbatten-Windsor, foi libertado sob investigação na noite de quinta (19), após ser detido por suspeita de má conduta em cargo público. A detenção ocorreu em sua residência temporária em Sandringham, onde estava hospedado enquanto sua casa permanente, Marsh Farm, estava em reformas.

A prisão foi motivada por uma queixa relacionada ao possível compartilhamento de informações confidenciais com Jeffrey Epstein, embora Andrew negue qualquer irregularidade. Com a liberação, o caso entra agora na fase de apuração das evidências.

A Polícia do Vale do Tâmisa continuará examinando os materiais apreendidos e os encaminhará ao Crown Prosecution Service (CPS), que decidirá se há provas suficientes para oferecer uma denúncia formal. A investigação poderá levar semanas, enquanto as autoridades continuam a revisar documentos e registros digitais relacionados ao caso.

Apesar de ter sido libertado, Andrew ainda permanece sob investigação. Não há restrições quanto a viagens ou toque de recolher, mas novos interrogatórios podem ser agendados. As autoridades também continuam realizando buscas em endereços relacionados a ele, como em Berkshire e Norfolk, onde equipamentos de informática e outros documentos podem ser analisados.

Andrew e Epstein. Foto: Reprodução

A suspeita contra Andrew envolve o crime de má conduta em cargo público, que exige comprovação de que ele era um agente público, que os fatos estavam relacionados às suas funções, que ele agiu de forma indevida e que houve abuso da confiança pública. As acusações anteriores envolvem o compartilhamento de documentos confidenciais sobre investimentos no Afeganistão e outras informações sensíveis.

O impacto da investigação pode afetar a posição de Andrew na linha de sucessão ao trono britânico. Embora seja o oitavo na linha, sua remoção exigiria uma alteração legislativa aprovada pelo Parlamento britânico e pelo apoio dos países da Commonwealth. No entanto, Andrew ainda exerce funções como conselheiro de Estado, apesar de, na prática, essa função ser desempenhada apenas por membros ativos da realeza.

O rei Charles III disse ter “profunda preocupação” com a detenção de seu irmão e afirmou confiar que o processo será conduzido de maneira justa. Em comunicado oficial, ele defendeu que o caso deve ser tratado pelas autoridades competentes, sem mais comentários de sua parte enquanto a investigação prosseguir.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.