
Segundo apuração publicada neste sábado (18) por Guilherme Amado, para o Amado Mundo, o ministro Flávio Dino é hoje o único, entre os dez integrantes atuais do Supremo Tribunal Federal, a resistir ao nome de Jorge Messias para a Corte. O advogado-geral da União foi indicado por Lula para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, e a sabatina no Senado está marcada para 28 de abril.
A informação aponta que a resistência de Dino tem origem no período em que ambos integravam o governo Lula e Messias passou a ser tratado como opção para o Supremo. De acordo com a apuração, o ministro mantém antipatia em relação ao AGU desde então.

Ainda de acordo com o relato publicado, Dino afirma, em conversas reservadas, que Messias teria proximidade excessiva com Kassio Nunes Marques, o primeiro ministro indicado por Jair Bolsonaro ao STF. Esse ponto aparece como um dos focos do incômodo atribuído ao magistrado.
No mesmo cenário, Messias manteve interlocução com todos os ministros do Supremo ao longo da passagem pela AGU, inclusive com André Mendonça, descrito como um de seus principais padrinhos para a vaga. A tramitação da indicação já avançou no Senado, com parecer favorável apresentado na Comissão de Constituição e Justiça.
A indicação de Jorge Messias foi enviada formalmente ao Senado no início de abril e depende de aprovação na CCJ e no plenário da Casa. Nesse contexto, a informação sobre a resistência isolada de Dino acrescenta um dado de bastidor à disputa em torno da vaga aberta no Supremo.