O que Lula deve manter do “janonismo” em seu quarto mandato

Atualizado em 1 de novembro de 2026 às 8:06
Lula ao lado do deputado André Janones
Presidente Lula ao lado do deputado federal André Janones. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve manter no quarto mandato as lives, os vídeos em formato selfie e o contato mais constante pelas redes sociais que adotou no segundo turno das eleições de 2026. Aliados avaliam que a estratégia aproximou o petista de parte do eleitorado e deve ganhar espaço na comunicação do novo governo. Com informações do Metrópoles.

A mudança ocorreu após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente da disputa. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sugeriu a Lula que gravasse vídeos diretamente para as plataformas digitais.

Lula inicialmente resistiu à ideia e argumentou que não deixaria de fazer política nas ruas. Ele aderiu ao formato pouco depois, e integrantes da campanha passaram a defender a combinação entre mobilização presencial e atuação digital.

Um aliado de primeira hora resumiu a mudança de postura do presidente: “O velho finalmente entendeu o que a gente fala para ele desde 2023”. Para auxiliares, as redes ajudaram Lula a recuperar um canal direto de comunicação com a população.

Rafael Fonteles, governador do Piauí
Rafael Fonteles, governador do Piauí. Foto: Reprodução

Celular de Fonteles e canal de Janones entraram na estratégia

Na reta final da campanha, Fonteles deu um celular a Lula. O presidente passou a usar o aparelho para enviar áudios e vídeos ao canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilização digital.

Auxiliares relatam que Lula ficou “encantado” com a recepção às publicações. A resposta nas redes, somada aos atos de rua, teria dado mais fôlego ao presidente durante a disputa de segundo turno.

Em uma live com Janones, poucos dias antes da eleição, o deputado pediu desculpas a Lula por ele precisar disputar um segundo turno contra um “adversário desqualificado”. Lula respondeu em tom de brincadeira e indicou que já via com entusiasmo a experiência nas plataformas.

“Eu, Janones, na verdade, estou até gostando, porque agora eu descobri duas coisas: as pessoas me chamam de fofinho. Quem é que não quer ser fofinho?”, disse Lula. Após a vitória, o presidente prometeu ampliar a participação popular nas decisões e afirmou que a comunicação digital terá “um espaço muito grande” em seu governo.

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